segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

GTD- Coleta



 

  OBS: Se esse é o primeiro post deste site que você abre sobre GTD, sugiro que comece por aqui

       O processo de coleta consiste em agrupar tudo aquilo que está pendente para ser feito e ações que você nem lembra mais que estavam para serem planejadas em uma única Caixa de entrada.
O que ocorre é que muitas vezes estamos realizando certas atividades sem realmente estar consciente se aquela é sua atividade prioritária (geralmente você só descobre que era uma prioridade, quando você já tem que apagar algum incêndio na “empresa”). David Allen afirma: “Tenha em mente que você só poderá se sentir bem em relação às coisas que não está fazendo quando souber exatamente o que não está fazendo”.

       Dessa forma, para realização da coleta o ideal é que você comece por um espaço físico, recolhendo todo papel pendente de gavetas, bancadas, como: pilhas de correspondência, recados, anotações, algo esperando pra ser consertado a alguns meses, tudo que é pendência. Não se assuste, anote tudo, até pregar um botão da camisa (se você tiver realizando GTD em casa), ou pegar mais pregadores (se estiver no escritório). O que não cabe na sua Caixa de entrada deve ser colocado um nome em papel A4 e data. Nada vai se realizado até você completar totalmente o processo de coleta. 

        Você tem que ter mais atenção  quando vai para coleta mental. Projetos que você tinha em mente e nunca foram pra frente, planejamentos médicos, cuidados com a saúde, consertos, reuniões que precisam ser marcadas, ou seja, tudo, seja profissional ou pessoal, o importante é que você esvazie sua mente daquilo que está guardado a muito tempo no seu subconsciente que lhe atormenta enquanto você realiza outras atividades. Coloque cada lembrança individualmente em folha A4, pois cada uma será processada individualmente posteriormente.

       Terminada a Coleta, arregace as mangas, pois vamos para o processamento de tudo que você coletou...

sábado, 20 de janeiro de 2018

O caderno rosa de Lori Lamby - Hilda Hilst



 O Caderno Rosa de Lori Lamby - Hilda Hilst -Massao Ohno


          A história do livro em si, trata-se de pedofilia como se Lori, a criança, aprovasse tudo e até mesmo gostasse de tudo que se passa. Apesar de parecer semelhante nessa descrição, o livro não tem nada a ver com Lolita de Vladimir Nabokov. No livro de Nabokov , Lolita é sexualizada pelo descritor do texto. Já no livro de Hilda Hilst a intenção maior com toda a narrativa é criticar os processos de criação de uma obra ou escrita, seja pelo gosto de leitores, a pressão da editora e a pouca liberdade do escritor nisso tudo.

          Pode-se perceber na história a presença de escrita de 3 “autores” na narrativa. As discussões entre personagens se assemelham como discussões entre autores diante da pressão do editor para a venda e o público e a preferência no consumo de algumas leituras.

         É possível ver em alguns pontos a expressão de crítica da autora (grande produtora de poesia) quanto ao tipo de leitura que vende no Brasil, como a população acostumada a leituras fáceis, com contexto sexualizado, pornô, linguagem pobre e xula. Como se a autora quisesse dar a escrita que é valorizada no país, só que mais caricata e agressiva, como uma crítica tanto ao típico leitor, quanto aos editores que muitas vezes querem fazer adaptações nas obras para que elas fiquem mais rentáveis.

         Nas ultimas páginas do livro a linguagem muda um pouco e  a autora faz suas criticas mais diretas. Nessa parte a autora assuma a personagem do Lori e Papi, a quem Lori começa a falar, é a sociedade que consome pornografia. Assim a autora descreve em 3 pequenas histórias finais:
- Primeira história: crítica ao público
- Segunda história: crítica ao editor
- Terceira história: crítica a si mesma como autora diante da busca também por agradar o público e em alguns momentos buscar a venda.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Vivificar - Superando o imponderável de Viviane Ferreira

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Aproveitei uma promoção que estava tendo na amazon do livro Vivificar por indicação da minha economista preferida, a Nathalia Arcuri . Confesso que quando adquiri o livro pensei se tratar de economia simples do dia-a-dia para aprendermos a lidar melhor com nossas finanças. Comecei a ler o livro imediatamente, e logo percebi que não era o caso. 

Embora o livro não falasse de economia não consegui larga a leitura da história de vida da Viviane Ferreira, que tendo perdido o irmão e vencido a luta contra dois canceres afirma com delicadeza a importância de se cuidar, de ter atenção consigo mesma e não deixar que o tempo e a pressa de resolver problemas faça com que esqueçamos de nos ouvir, nos acolher internamente e ser nosso maior apoio nas dificuldades da vida.

Viviane relata acreditar que o seu câncer foi produto de diversos fatores, dentre eles, sua falta de atenção para si mesma e a magoa interna com a morte do irmão. Questões essas trabalhadas na terapia que permitiram a autora escrever a bela obra em questão.

O que me chamou atenção na escrita de Viviane é que embora os acometimentos de sua vida tenham sido muito difíceis e pesados esse não é necessariamente o foco do livro. A autora relata tudo com cuidado de mostrar ao leitor que coisas ruins podem realmente lhe acontecer, vão deixar marcas, mas você tem que se esforçar para superar. 

Viviane relata o cuidado nessa superação, pois sua primeira tentativa de superar foi tentar não pensar muito no assunto, seguir a vida e enfrentar os problemas e dinâmicas que iam surgindo com o tempo. Entretanto a autora afirma que não é a melhor forma, pois ela acabou esquecendo de si ouvir, negando a raiva que sentia por tudo que lhe acontecerá e a partir do momento em que decide enfrentar seus sentimentos com acolhimento e ajuda terapêutica descobre o caminho para se reerguer.

Vivificar é um livro riquíssimo de vivências e ideias de vida que você, eu, todos precisamos estar atento para o que Viviane relata como nosso GPS emocional.
Escutar nossa intuição e profunda vontade. Mesmo que em alguns momentos impere a vontade de não fazer, é importante escutá-la. Aos poucos, começar a agir em harmonia com esses sentimentos